Conversando sobre a importância da experiência profissional com um amigo, falávamos da “juniorização” que está acontecendo nas empresas, inclusive multinacionais, e da falsa ideia que algumas dessas empresas vêm passando quando exploram o tema diversidade.

 

Claro que apoio a diversidade! Mas em uma reunião geral em uma multinacional, enquanto se defendia a importância da diversidade e como a empresa vinha se saindo bem nesta área, um funcionário mais experiente levantou a mão e questionou: Vocês vivem falando de diversidade, ampliaram o número de mulheres, negros, homossexuais, jovens com piercing, alargadores e tatuagens e estão diminuindo e sacrificando cada vez mais os experientes. A diversidade de vocês não incluem os sêniores?

Experiência

Moderno ?

Ele continuou… Tenho notado que estamos buscando números e metas com relação ao número de mulheres em postos de comando, por exemplo, mas estamos realmente focando e valorizando quem está fazendo a diferença no dia a dia? Vejo funcionários mais experientes sendo cada vez mais substituídos por mais jovens com remuneração menor. Os mais experientes que têm sobrado estão com metas de resultados, em geral, muito maiores que os demais sem falar da carga operacional maior em função das equipes que estão cada vez mais inexperientes. Será este o caminho certo?

Nem preciso dizer que esse meu amigo foi fuzilado pelo olhar da CEO e, claro, recebeu aquela resposta padrão e devidamente preparada do tipo “elevator speech”, mencionando a importância de ter pessoas diferentes com idades, orientações e culturas diferentes em um time para que pudessem ter novas ideias e maneiras inovadoras de se atingir o objetivo. Tudo muito “blazé” e alinhado com os ”””valores””” da empresa.

Segundo ele, os novatos, cheios de energia e superficialidade em geral encaram os mais velhos como jurássicos ao invés de tentar aprender com a experiência deles.

Pesquisa recente do ministério do trabalho demonstra, através dos números do CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregado – que 2017 foi o terceiro ano consecutivo de queda no emprego formal. Como boa notícia foi veiculada a informação do aumento das vagas entre 17 e 24 anos enquanto os mais atingidos foram os trabalhadores entre 50 e 64 anos. Segundo o ministério do trabalho isso revela uma estratégia das empresas que estão substituindo trabalhadores mais experientes e mais caros por jovens com menos experiência e salário menor para sobreviver a crise. Mauro Rochlin – economista FGV – aponta que este momento “está sendo caracterizado por esse aspecto de menor qualificação dos trabalhadores que estão sendo contratados”.

O próprio Rochlin, no entanto, acredita que neste processo de retomada da economia a tendência passe a ser a de se contratar trabalhadores de melhor qualificação e experiência, além disso, ele acredita que os números de 2018 devam ser melhores que os do ano passado.

Ainda bem! Pois atualmente estamos envelhecendo cada dia mais tarde – e aposentando também – a tecnologia e a medicina vem prolongando a vida útil das pessoas e uma pessoa com 50 anos tem sabedoria, conhecimento, vontade e muita vida para ser vivida. As empresas precisam começar a prestar atenção nisso!

experiência

Roger Federer atinge a marca de 20 Grand Slams conquistados

Veja o exemplo do “jurássico” Roger Federer que, com seus 36 anos de idade – considerado ”””velho””” para um esportista, ganhou mais um Grand Slam, depois de um jogo duríssimo de mais de 3 horas de duração. Foi a 6ª vitória no aberto da Austrália atingindo a impressionante marca de 20 Grand Slams conquistados.

Na sexta feira, 16 de fevereiro de 2018, o suíço ainda confirmou o seu retorno ao posto de número 1 do mundo ao vencer o holandês Robin Haase por 2 sets a 1 pelas quartas de final do torneio de Roterdã, na Holanda.

Experiência, conhecimento, atualização, garra, vontade…

Federer demonstra a importância da diversidade em um time. Roger é o primeiro homem a integrar um seleto grupo de tenistas com mais de 20 Grand Slams e junta-se a Serena Williams, com 23 títulos e Steffi Graf, com 22. Além disso, Federer se torna o tenista mais velho (entre homens ou mulheres) a se tornar o número 1 do ranking mundial, superando a marca antes pertencente à Serena Williams aos 35 anos.

Ou seja, diversidade é importante, mas vontade e experiência são fundamentais!

 

Por Roger Melo – Sócio Fundador da Sellketing

 

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